Chegar ao limite da veracidade,
coragem e saudade
senão a morte nos aguarde
se não, a morte que me aguarde
sentindo tudo suave, onde não há mais dor
ter os mais belos dias trilhados
tanto faz se lá ou aqui,
pois tudo tomou uma assustadora equidade
vou viver minha noite e dia, não importa onde
nem com quem
desenhando o mapa da vida
desenhando a vida, sem ser esse tal alguém
provar sem precisar de vintém,
que o paraíso se encontra bem onde preciso
e onde todos pisam
és o mais perfeito paraíso
Terra, para sempre
Terra.
sábado, 25 de outubro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
C.bemol
de cada cidade retomo o tombo que tomei
igual imagem tua em minha mente
que passam trens, rios e tardes
e me encontro com fresca saudade
de específicas partes tuas
que encontro em todas as partes
vez ou outra no entardecer
e seu rosto nunca se faz pálido
e a neblina nem me impede de ver
cantando em horas vagas de você
o que posso viver, o que sou a viver
sempre terá uma parte a mais
calmamente amando você
igual imagem tua em minha mente
que passam trens, rios e tardes
e me encontro com fresca saudade
de específicas partes tuas
que encontro em todas as partes
vez ou outra no entardecer
e seu rosto nunca se faz pálido
e a neblina nem me impede de ver
cantando em horas vagas de você
o que posso viver, o que sou a viver
sempre terá uma parte a mais
calmamente amando você
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
todo tempo
o violão na lareira cái
descongelando todo rítmo
abraçando meu coração ao inverso
machucando minhas cartas de amor
o amor na lareira cáí
invertendo o rítmo do meu coração
escrevendo cartas machucadas
sobre um violão congelado no tempo
o rítmo se machuca com o tempo
o amor congela com o tempo
a lareira vira cinzas com o tempo
as cartas escrevem sobre o coração
todo tempo, todo tempo
descongelando todo rítmo
abraçando meu coração ao inverso
machucando minhas cartas de amor
o amor na lareira cáí
invertendo o rítmo do meu coração
escrevendo cartas machucadas
sobre um violão congelado no tempo
o rítmo se machuca com o tempo
o amor congela com o tempo
a lareira vira cinzas com o tempo
as cartas escrevem sobre o coração
todo tempo, todo tempo
sexta-feira, 23 de maio de 2008
todo o resto
vamos emagrecer o mal
me dê uma receita qualquer
hoje é dia de culinária cósmica
quando nenhum efeito é esperado
toda cura se torna milagrosa
o perfumaremos no altar
onde nascem amores bem melhores
daremos a ele tudo que faltar
ele precisa de auto-estima
todos têm sua chance divina
me pergunte com quem andas
que o benziremos por quem és
porque hoje não há mais razão
de se esconder ou trajar trapos
o mal também se esconde
em ternos enfadonhos
e belos rostos tristonhos
tendo seu lado na dualidade
o mal merece seu dia de celebridade
em fotos, carimbos
abraços e santinhos
o mal é a estética
de uma escuridão sem nome
assim como toda arte
tem seu dia só de fome
me dê uma receita qualquer
hoje é dia de culinária cósmica
quando nenhum efeito é esperado
toda cura se torna milagrosa
o perfumaremos no altar
onde nascem amores bem melhores
daremos a ele tudo que faltar
ele precisa de auto-estima
todos têm sua chance divina
me pergunte com quem andas
que o benziremos por quem és
porque hoje não há mais razão
de se esconder ou trajar trapos
o mal também se esconde
em ternos enfadonhos
e belos rostos tristonhos
tendo seu lado na dualidade
o mal merece seu dia de celebridade
em fotos, carimbos
abraços e santinhos
o mal é a estética
de uma escuridão sem nome
assim como toda arte
tem seu dia só de fome
domingo, 4 de maio de 2008
. Ahhhhh
A vida é um eterno desistir ou soltar. Não... desistir é um termo muito forte, as pessoas associam desistir junto à algum sonho que possam ter, algum tempo eterno delas mesmas, sendo que elas mudam a cada instante, a cada sensação.
Podemos comparar a vida com nosso primeiro romance, desde então são todos os desdobramentos de nós mesmos, de nossas perdas secretas, ou não.
Hoje não há a empolgação, nem expectativa e nem o sofrimento. O certo é esperar alguém no mesmo estado, eu diria... quântico da coisa, só pode ser, para explicar tal coisa. Alguém que consiga te compreender de uma maneira que não depende de você, nem você dele e não esperam nada e tem seus afetos consumidos e assim vai.
O problema é a espera, pois é doce ilusão.
Podemos comparar a vida com nosso primeiro romance, desde então são todos os desdobramentos de nós mesmos, de nossas perdas secretas, ou não.
Hoje não há a empolgação, nem expectativa e nem o sofrimento. O certo é esperar alguém no mesmo estado, eu diria... quântico da coisa, só pode ser, para explicar tal coisa. Alguém que consiga te compreender de uma maneira que não depende de você, nem você dele e não esperam nada e tem seus afetos consumidos e assim vai.
O problema é a espera, pois é doce ilusão.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Real
Para te escrever algo, talvez até algo bonito.
E toda força que há nos ventos, que eles te guiem
E a cada momento que é verdadeiro com seu coração;
o mundo ressoa, e cresce na real direção
Você transcende cores, tem mãos, amores
Tudo que um dia acreditou se torna
E quando penso em algo bonito, penso no vento
A liberdade daqueles que amam
A vida entrelaçada, onde só há verdades
Os verdadeiros se encontram, celebram
Os verdadeiros são os motivos de várias vidas
Os verdadeiros...
Não há nada mais triste que se enganar
E eu esperaria a vida toda por uma fuga;
uma fuga de qualquer realidade que fosse irreal
A roda da verdade é tão limpa quantos seus olhos
Olhos de mármore escuros, nem me parecem escuros
Quem inventou o significado das cores não o sabia
A tua ausência toda se torna luz e cores
Como pode ser capaz da verdade
O dono da verdade e sem segundas interpretações
Você é dono de toda a verdade que me enrreda
e de contrapartida, você se entrega e me ensina
Ensina a vida à menina, que troca fraldas da distância
E toda força que há nos ventos, que eles te guiem
E a cada momento que é verdadeiro com seu coração;
o mundo ressoa, e cresce na real direção
Você transcende cores, tem mãos, amores
Tudo que um dia acreditou se torna
E quando penso em algo bonito, penso no vento
A liberdade daqueles que amam
A vida entrelaçada, onde só há verdades
Os verdadeiros se encontram, celebram
Os verdadeiros são os motivos de várias vidas
Os verdadeiros...
Não há nada mais triste que se enganar
E eu esperaria a vida toda por uma fuga;
uma fuga de qualquer realidade que fosse irreal
A roda da verdade é tão limpa quantos seus olhos
Olhos de mármore escuros, nem me parecem escuros
Quem inventou o significado das cores não o sabia
A tua ausência toda se torna luz e cores
Como pode ser capaz da verdade
O dono da verdade e sem segundas interpretações
Você é dono de toda a verdade que me enrreda
e de contrapartida, você se entrega e me ensina
Ensina a vida à menina, que troca fraldas da distância
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Usem tenis de corrida.
As pessoas me julgam deveras precipitada, também pudera, nunca consigo esconder uma centelha sequer de solidão por entre meus lábios. Eu convertia tudo, e tudo me dizia: meu mistério era o tédio de não haver mentiras e a pureza de ser tudo sempre no agora.
O agora que não guarda mentiras, nem mistérios, afetos ou misérias. Comparo a pureza com o agora, pois não há outra maneira de se sentir, de existir. Queria o agora de sempre, queria transformar o agora em três meses;
um para o reconhecimento,
outro para o amor,
outro para "de volta a vida real".
E assim como estações do ano, eu queria ter o agora de te ver sempre sorrindo. Eu queria ter a certeza de poder confiar no seu agora, pois o meu estava sempre confinado a ser o mais sincero possível, e era fácil. Fácil era o oposto de quem eu encontrava disposto a dividir comigo o meu agora. A confiança do agora não surtia efeito nos demais e eu me sufocava e sufocava os outros, por ser demasiadamente sincera - agora.
Antigamente eu diria, ahhh, lá vem... tantos idealismos e precipitações, dessa vez vai, dessa não e eu me cansei de me julgar sempre tão mal. Se eu tenho uma posição feliz da vida, sobre mim preciso ser mais altruísta.
Sou pura no que julgo começar a pensar em sentir, e sinto a pureza de meus pensares.
Me desculpe se sou tão invasiva assim, lendo sua alma, corpo e mente sem fim. Sem porque, sem saber.
A gente nunca vai saber o que diabos fazer daquilo que se espera, e digo mais, o grande inimigo do agora é a espera.
A espera é a assasina de começos puros e mãe de fins prematuros. A espera sempre estará à nossa frente, um dia a gente morre e percebe que da espera nada sente, nada sorrí.
Tempo grita: corrí.
O agora que não guarda mentiras, nem mistérios, afetos ou misérias. Comparo a pureza com o agora, pois não há outra maneira de se sentir, de existir. Queria o agora de sempre, queria transformar o agora em três meses;
um para o reconhecimento,
outro para o amor,
outro para "de volta a vida real".
E assim como estações do ano, eu queria ter o agora de te ver sempre sorrindo. Eu queria ter a certeza de poder confiar no seu agora, pois o meu estava sempre confinado a ser o mais sincero possível, e era fácil. Fácil era o oposto de quem eu encontrava disposto a dividir comigo o meu agora. A confiança do agora não surtia efeito nos demais e eu me sufocava e sufocava os outros, por ser demasiadamente sincera - agora.
Antigamente eu diria, ahhh, lá vem... tantos idealismos e precipitações, dessa vez vai, dessa não e eu me cansei de me julgar sempre tão mal. Se eu tenho uma posição feliz da vida, sobre mim preciso ser mais altruísta.
Sou pura no que julgo começar a pensar em sentir, e sinto a pureza de meus pensares.
Me desculpe se sou tão invasiva assim, lendo sua alma, corpo e mente sem fim. Sem porque, sem saber.
A gente nunca vai saber o que diabos fazer daquilo que se espera, e digo mais, o grande inimigo do agora é a espera.
A espera é a assasina de começos puros e mãe de fins prematuros. A espera sempre estará à nossa frente, um dia a gente morre e percebe que da espera nada sente, nada sorrí.
Tempo grita: corrí.
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